Quem somos

Registro da primeira reunião para curadoria de fotos da Mostra fotográfica em 13/10/2022

Grupo de pesquisa: “Marcador social de raça, acesso e cuidado à população em situação de rua na APS: em busca de formas colaborativas de produção de ‘saber-intervenção’ contra o racismo”.

Somos um grupo formado por mulheres negras à frente de um projeto de pesquisa que é abarcado pela Rede PMA/Fiocruz (Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão do Sistema e Serviços de Saúde) sob o título “Marcador social de raça, acesso e cuidado à população em situação de rua na APS – em busca de formas colaborativas de produção de ‘saber-intervenção’ contra o racismo”. Nossa pesquisa traz como ênfase pensar o acesso, ou a falta dele, da população negra em situação de rua à Atenção Primária em Saúde.

Encontramos as expressões e repercussões do racismo, enquanto estrutura e sistema de poder, em cada esquina, nas margens dos valões, embaixo de cada lona, em cada corpo preto. Nos debruçamos sobre o racismo como fator influente nos processos e dinâmicas de produção de saúde e doença nas ruas em cada corpo preto, e identificamos também como muitos ambientes que deveriam ser de acolhimento e produção de saúde como espaços de violência e invisibilização.

Trabalhamos junto com pessoas que estão nas ruas e com pessoas que por e com elas trabalham e lutam, buscando contribuir para análises sobre os efeitos de marcadores raciais no processo de vulnerabilização de pessoas em situação de rua e suas repercussões nas condições de saúde, bem como sua inserção e/ou ausência na agenda da APS.

Equipe Nuclear

Roberta Gondim de Oliveira

Sou Professora / Pesquisadora do DAPS/ENSP/FIOCRUZ. Possuo doutorado na área de Sociologia, pelo Centro de Estudos Sociais, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Especialização e Mestrado em Saúde Pública ENSP/FIOCRUZ. Graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Pará. Dedico-me ao tema das desigualdades raciais em saúde, em especial a questão do racismo antinegro, bem como sobre a produção de conhecimentos e práticas de saúde populações vulnerabilizadas. Faço parte da coordenação da Disciplina Expressões do Racismo e Saúde.

Sharllene Silva

Sou enfermeira com especialização em Saúde Mental pelo (IPUB/UFRJ), mestranda em Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ) na área de concentração Políticas, Planejamento, Gestão e Cuidado em Saúde, sob orientação da Profª Roberta Gondim.

A partir do meu campo de estudo sobre o feminino negro e a rua, integro à pesquisa propondo uma lente de análise sobre a relação entre racismo a produção de sofrimento psíquico de mulheres em situação de vulnerabilidade, atendidas pelo Consultório na Rua (eCnaR) de Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, contribuo para a disseminação das atividades da pesquisa em diferentes espaços profissionais e acadêmicos.

Mayra Honorato

Sou psicóloga, sanitarista e professora.

Acredito que em uma equipe que visa funcionar de forma horizontal minha função perpassa entre vários lugares e funções, mas diretamente minha função girava entorno de ajudar na construção do banco de dados, levantamento bibliográfico e de mídia sobre o tema, assim como estar estar no campo e participar da organização da pesquisa em si.

Lidiane Bravo

Sou assistente social, mestre em saúde pública e neste projeto atuo como pesquisadora. Enquanto ponto focal da disseminação científica, da Rede PMA, participei da construção do Plano de Disseminação Científica da pesquisa, bem como das estratégias de disseminação;  Colaboro com a execução das estratégias metodológicas previstas no escopo do estudo; E contribuo com análises acerca da violação dos direitos humanos do público alvo.

Bárbara de Paulo

Sou Geógrafa. Representante do Coletivo Negro Fiocruz nesta pesquisa. Atuei na construção da fase inicial do site.

Ana Paula Cunha

Sou enfermeira e doutora em Saúde Pública. Atuo no levantamento das bases que disponibilizem informações sobre a população em situação de rua par que seja possível identificar o perfil sociodemográfico e comorbidades.

Equipe Parceira

Anderson Costa

Sou um homem preto e tenho 46 anos. Atualmente atuo como agente de ação social . Tenho experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em população em situação de rua. São 11 anos trabalhando na equipe de Consultório na Rua (CnaR).

Na pesquisa desempenhei as estratégias de articulação, com o objetivo de ser um dos facilitadores do trabalho etnográfico da pesquisa, que ocorreu em campo, nas cenas de uso da população em situação de rua atendida pelo CnaR.

Também fui colaborador na oficina “Os sentidos do estar na rua e o racismo sobre a mulher negra”, organizado com mulheres em situação de rua dos territórios Manguinhos e Maré.

Daniel Souza

 Sou ator, pai do Francisco e atualmente, trabalho como articulador do Consultório na Rua de Manguinhos AP 3.1 Rio de Janeiro. Fui mobilizador da Associação Brasileira de Redução de Danos, membro fundador da Rede Nacional Consultórios na Rua e de Rua – Coletivo Nacional com profissionais das equipes de CnaR e CdeR. Mobilizador da ABORDA – Associação Brasileira de Redução de Danos. Na pesquisa, atuei como facilitador e articulador, na atividade de etnografia no campo de pesquisa, com vistas a assegurar as interações e diálogos entre pesquisadores-pessoas em situação de rua atendidas pelo CnaR Manguinhos e  pesquisadores-profissionais da saúde do referido equipamento de saúde. Acrescida a atuação como colaborador/organizador: da oficina realizada com mulheres negras em situação de rua; e da mostra fotográfica – fruto da oficina. 

Jaçanã Bouças

Sou Coordenadora da Sede dos Conselhos vinculados à Secretaria de Assistência Social e Economia Solidária de Niterói. Mestranda do programa de pós graduação em Informação e Comunicação em Saúde da Fiocruz – PPGICS / ICICT.

No projeto colaborei com apontamentos baseados nos momentos experiênciados enquanto coordenadora dos centros de acolhimentos para população adulta em situação de rua Florestan Fernandes e Lélia Gonzalez e também Centro Pop na cidade de Niterói, na qual foi fundamental a troca de saberes e fazeres a partir da lógica da educação, cultura e fortalecimento de uma rede sensível na garantia de direitos aos assistidos pela assistência social do município de Niterói.

Participar deste projeto como colaboradora a partir da perspectiva de raça e cor é de fundamental importância para compreender como o racismo estrutural interrompe e paralisa histórias de vida dos cidadãos afetados pela desigualdade na nossa sociedade.

Lilian Leonel

Tenho 56 anos e quatro filhos. Atuo como redutora de Danos na instituição “Redes da Maré”.

Ao conhecer o “Redes”, entendi que tenho direitos. Direitos a documentação, trabalho e de circular pela cidade. Aprendi que não preciso baixar a cabeça para uma sociedade preconceituosa.

Na pesquisa participei como integrante da oficina “Os sentidos do estar na rua e o racismo sobre a mulher negra”. E representei as mulheres participantes na curadoria das fotos dessa oficina, para que a exposição itinerante possa também transmitir um pouco do olhar dessas mulheres e suas vivências.

Ludmila Almeida

Sou professora de Dança Afro e Capoeirista. Minha função no projeto Racismo e População de Rua, foi com a oficina de Dança Afro Diálogos em Movimento. Partimos da escuta e leitura de músicas que traziam a realidade da população negra em diáspora, para trazer diálogos sobre nossa história e vivência enquanto pessoas negras nessa sociedade. Depois, corporificamos esses diálogos com os movimentos de dança. 

A partir da minha condução com a Dança Afro, pude proporcionar um espaço de leveza, alegria e empoderamento de mulheres, que saíram ainda mais conscientes de sua ancestralidade, negritude e força, mesmo diante da realidade difícil em que se encontram. Um momento de descanso e descontração para muitas que conseguiram se entregar ao movimento, ou apreciar a atividade. 

Para mim, foi desafiador e enriquecedor. Desafiador, porque dei aula para um público distinto do que costumo dar, com demandas bem especificas e ainda mais complexas. Enriquecedor, pois aprendi muito com essa experiência e com as experiências de vida, compartilhadas pelas participantes.

Marcelo Soares

Sou enfermeiro com mais de 20 anos de atuação na atenção primária e com colaboração em diversos eventos e pesquisas relacionadas a esse nível de atenção à saúde. Atualmente, atuo como enfermeiro do Consultório na Rua da Área Programática – AP 3.1, no Município do Rio de Janeiro. Na pesquisa, atuei como facilitador e articulador, na atividade etnográfica no campo de pesquisa, com vistas a assegurar as interações e diálogos entre pesquisadores-pessoas em situação de rua atendidas pelo CnaR Manguinhos e pesquisadores-profissionais da saúde do referido equipamento de saúde.

Paula Eliane

Fotógrafa, com mais de 10 anos de experiência, sou cria da Baixada Fluminense-RJ. Formada em Design Gráfico e Fotografia. Nesse Projeto pude registrar as imagens e guardar os momentos mais encantadores na minha trajetória como fotógrafa.

Um olhar, um sorriso, uma lembrança… Momentos guardados na memória e no coração, sob o foco de uma lente e a sensibilidade de quem trata a fotografia como Arte. Orientada pela emoção, utilizei a técnica para alcançar a beleza estética, mas sem perder a essência de cada momento, o que se chama de fotografia da alma.

Rachel Barros

Sou Socióloga e doutora em Sociologia. Pesquisadora no Grupo “Cidades” – Núcleo de Pesquisa Urbana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Atuei como formuladora e dinamizadora da oficina “Os sentidos de estar na rua e o racismo sobre a mulher negra”, que ocorreu no dia 01/07/2022 no Espaço Normal na favela da Maré. A oficina foi pensada para ser um momento de diálogo, reflexão e escuta das mulheres negras que estão em situação de rua e que vivenciam diversas formas de racismo e violência de gênero no seu cotidiano.

A música e a dança foram as linguagens que nos permitiram criar laços e conexões com essas mulheres. Através da música “Sorriso negro”, de Ivone Lara, falamos da beleza da negritude, mas também do racismo que atravessa a experiência de ser uma mulher negra nos espaços empobrecidos da cidade. Cada uma das participantes, ao seu modo, acionou memórias e conhecimentos para esse diálogo, ora verbalizados na denuncia do racismo, ora manifestos através da dança afro, que exaltou a força, a beleza e o sagrado do feminino negro.

Estivemos com mulheres que relembraram sua origem nordestina, que reconheceram sua beleza e que depositaram em nós confiança para experimentar outras possibilidades de sentir o próprio corpo.

Sassá Souza

Sou mulher negra, nascida e criada em Duque de Caxias na Baixada Fluminense. Socióloga, cineasta e produtora cultural. Co-fundadora do Coletivo Negada (RS-BA) e da Facção Feminista Cineclube (RJ). Fomentando e registrando através do audiovisual a luta antiracista e feminista no sul do Brasil, Bahia e Rio de Janeiro. 

Como documentarista, realizei filmes com temáticas étnico-raciais e antissesixtas. Atualmente produzo e distribuo produções decoloniais de audiovisual de impacto no Brasil e América Latina. 

No projeto sistematizo os principais resultados do projeto de pesquisa em linguagem audiovisual através de um documentário a fim de disseminação e discussão com diversos públicos sobre a população em situação de rua, com recorte de gênero e o racismo, incluindo militantes do campo População em Situação de Rua e movimento negro, acadêmicos e a sociedade em geral.

Vanda Canuto

Sou Gestora do Espaço Normal, pertencente ao “Redes da Maré”

Participar dessa pesquisa trouxe para mim através do outro o entusiasmo de continuar a conhecer e reconhecer as pessoas do jeitinho elas são, com um sonho de viver a liberdade, viver sem rótulos!